Murilo
Brasil ingressou no jornalismo diário
em 1971, no vespertino “A Notícia”, escrevendo uma série
sobre a história do futebol, desde as mais antigas civilizações
(Roma, Grécia, Egito etc.) até o início do
século 20, quando Charles Miller introduziu a modalidade
esportiva em nosso país. Paralelamente às atividades
em “A Notícia”, tornou-se em 1972 chargista da coluna “Futebol
Pitoresco”, publicada aos domingos em “O Dia”, assinada por João
Antero de Carvalho. Foram mais de 900 desenhos, até setembro
de 1987. Várias dessas ilustrações vêm
sendo inseridas no site www.joaoanterodecarvalho.com.br.
Em “O Dia” e “A Notícia”, Murilo Brasil assinou seções sobre assuntos diversos, incluindo as apresentações diárias das “Palavras Cruzadas”, que em “O Dia” prolongaram-se até 1997.
Em “A Notícia”, também foi editor do caderno literário que circulou durante vários
meses em 1974.
Nos
anos 70 aprofundou e ampliou pesquisas sobre lendas dos indígenas brasileiros, narrativas que foram publicadas
no “Jornal de Letras”, fundado pelos escritores José e João
Condé e dirigido por Elísio Condé, um veículo
de cultura que se consagrou como um marco da difusão da literatura
nacional. A coletânea do folclore dos nossos índios
vem passando por um processo de seleção, com a recuperação das ilustrações, para
ser transformada em livro, num trabalho de interesse da Unesco,
desde os tempos em que Paulo Carneiro era embaixador do Brasil naquele
órgão.
No
jornalismo sindical editou, de 1973 a 1996, o órgão oficial da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e de 2000 a 2009 o jornal do Sindicato dos Empregados em Casas de Diversões e Administradoras de Imóveis do Município do Rio de Janeiro, quando recuperou todo o passado de uma das entidades sindicais mais antigas do Brasil, com episódios ligados às lutas pela adoção e consolidação da nossa legislação trabalhista; aos dramas causados pela 2ª Guerra Mundial; além dos fatos decorrentes do fechamento dos cassinos em 1946 (que se repetiram com a proibição dos bingos em 2004). Tudo disponível no menu "Histórico" (www.sindicovi.org.br).
Ainda
no jornalismo sindical, escreveu os livros: “Três Mil Anos de Sindicalismo” (1992) lançamento de Edições Trabalhistas S/A (este em co-autoria com Vilma Gonçalves), prefaciado pelo jornalista e jurista Reinaldo Santos, e “Representação Classista na Justiça do Trabalho”, uma coletânea prefaciada pela juíza Salete Maccalóz, lançamento da Lerfixa – Editora
(1993).
Em
1984 compilou as peças do longo processo que resultou no Decreto-Lei 617, de 10-6-69, assinado pelo presidente Costa e Silva. A compilação transformou-se no livro "Aposentadoria de Magistrados Classistas na Justiça do Trabalho", de Minervino Fiuza Lima, lançado pela Editora LTr - São
Paulo.
Em
2003, Murilo Brasil foi o pesquisador da parte histórica do livro “Cinelândia – Retorno ao Fascínio do Passado”, de Ricardo Maranhão, editado pela LetraCapital, tendo feito a apresentação
da obra, que foi prefaciada por Eduardo Portella, professor, escritor,
jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras.
Preparou
e editou os três últimos livros de João Antero de Carvalho: “Louvado seja ele em nome do Brasil – Memórias” (2003) obra que prefaciou; “Crônicas do Futebol Pitoresco” (2004), prefaciado por Arnaldo Niskier, então secretário de Cultura do RJ, e membro da Academia Brasileira de Letras; e em janeiro de 2005 a 2ª edição (condensada) de “Torcedores de Ontem e de Hoje”, cuja 1ª edição (1968) foi prefaciada pelo teatrólogo, escritor e jornalista Nelson Rodrigues. A 2ª edição está prefaciada por Francisco Horta, o chamado “Eterno Presidente do Fluminense”.
Quanto
ao livro "Crônicas do Futebol Pitoresco", deve-se ressaltar que dois exemplares da obra foram solicitados, em fevereiro de 2011, para inclusão na Biblioteca do Centro de Referência do Futebol Brasileiro, do Museu do Futebol, que funciona no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, em São
Paulo.
“A História do Cordão da Bola Preta”, lançada em maio de 2005, é outra realização literária de Murilo Brasil, idealizada e executada em 3 meses de intensas pesquisas e criteriosa seleção de material histórico do famoso clube carnavalesco do Rio, fundado em 1918, que - sob todos os aspectos - é um inalienável patrimônio
da Cidade, do Estado e do Brasil.
Murilo
lançou, em novembro de 2006, livro (edição de cortesia) patrocinado pelo Amarelinho, com narrativas e ilustrações sobre o passado do Morro do Castelo, Passeio Público, Largo da Carioca, pontos que se tornaram o berço da atual Cinelândia.
Em
maio de 2007, sua recriação da tela do Convento de
Nossa Senhora da Ajuda, obra do século 18, de autoria do
pintor Georg Heinrich, foi ampliada, emoldurada e colocada na parede
do 1º piso do Amarelinho da Cinelândia; forma de mostrar
toda a imponência original do prédio, inaugurado em
1750, projetado pelo engenheiro militar José Fernandes Alpoim,
e que ocupava todo o terreno entre a atual Rua Evaristo da Veiga
e a Rua do Passeio. Uma imagem de grande valor histórico
que se constitui numa homenagem à Cidade do Rio de Janeiro,
por iniciativa de José Lorenzo Lemos, um dos sócios-proprietários
daquele tradicional estabelecimento. A tela é exibida no site www.amarelinhodacinelandia.com.br e mereceu destaque
no site do Centro Cultural da Justiça Federal, além
de outros veículos de comunicação.
A
imagem do Convento da Ajuda, o primeiro mosteiro feminino do
Brasil, está acompanhada de várias fotos com interessantes
aspectos da área da Cinelândia nas primeiras décadas
do século 20. Uma iniciativa de Murilo Brasil, com o objetivo
de cultivar o passado, para que ele seja contemplado no presente
e no futuro. Veja as imagens em EXPOSIÇÃO
PERMANENTE - CLIQUE AQUI.
Mais realizações
literárias
Com 104
páginas, várias em policromia, a 2ª edição do livro “O Amarelinho é a Luz da Cinelândia”, apresentada em 2009, prefaciada pelo compositor João Roberto Kelly, é dividida em duas partes. A primeira, enfoca alguns dos artistas, compositores e figuras da nossa música popular, cujas biografias estão intimamente ligadas ao Amarelinho; a segunda, reproduz o texto da 1ª edição (lançada em 2006), com vários acréscimos nos capítulos referentes à construção do Passeio Público e ao Largo da Mãe do Bispo, dois sítios históricos da atual Cinelândia.
Em www.amarelinhodacinelandia.com.br ,
no menu "História", há o link "Gente luminosa - Oscar Niemeyer e muito mais", onde Murilo destaca luminares da cultura brasileira que desde a 2ª década do século passado ligaram suas vidas ao Amarelinho, em meio à magia da Cinelândia, área do Rio que não merece ser citada apenas como palco de manifestações políticas, em desconhecimento aos seus múltiplos
aspectos culturais.
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Em
outra área de sua atuação profissional, as artes plásticas, apresenta apreciações
publicadas em www.netebuback.com.br.
Pernambucano
de Recife, chegado ao Rio, em 1950, aos 17 anos, Murilo Brasil é fiel torcedor do América
e adepto da Mocidade Independente de Padre Miguel.
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Vendo
as estrelas de perto...
Em
21 de novembro de 2011, Murilo Brasil foi - ver as estrelas de
perto - expressão que costumava usar para a derradeira partida.
Mas
ele continua, com sua luz e inteligência, norteando novos trabalhos,
como o do resgate da memória do Cordão da Bola Preta.

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Futebol – da
antiguidade a Charles Miller
O
período entre 1967 e 1971 marcou o tempo de preparação para o ingresso de Murilo Brasil na imprensa de grande circulação, uma fase assinalada por numerosas colaborações em periódicos de curta duração, mas sumamente valiosos para a aquisição de experiência necessária para o acesso profissional à chamada grande imprensa. Foi naquele período que ele concebeu a história da evolução do futebol, desde os povos mais antigos até o início do século 20. A obra foi publicada em vinte e um capítulos diários no vespertino “A Notícia”, a partir de 18 de agosto de 1971. O texto, desde então, foi progressivamente enriquecido através de novas pesquisas, formando uma coletânea, devidamente registrada no Escritório de Direitos Autorais, da Fundação
da Biblioteca Nacional, em 11 de abril de 2000.
Posteriormente,
foram introduzidos mais alguns fatos históricos que completam este trabalho aqui apresentado, onde se destacam os episódios que levaram o rei Jaime I, da Inglaterra (VI da Escócia) a assinar, em 24 de maio de 1618, a “Declaração de Esportes”, um ato do monarca britânico que Murilo Brasil considera o “Maior Lance na História do Futebol”,
pelo seu significado no desenvolvimento da modalidade esportiva
mais popular e apaixonante em todo o mundo.
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EM "O MAIOR LANCE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL"
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CONTATO: murilo.brasil@bol.com.br
(útima
atualização - fevereiro/2012)